quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Desmame - Parte III

Como tudo na vida tem começo, meio e fim, encaro, não sem uma ponta de dor, o fim do período de amamentação da nossa filha, mas com a sensação de dever cumprido.  
Inicio hoje a terceira e última etapa do desmame, a parte mais difícil, o fechamento de um ciclo.
Até hoje, para a Fernanda, a hora de dormir foi igual aos últimos 700 dias: tomar banho, mamar e dormir.  Mas a partir de amanhã será diferente.
Essa noite ofereci o seio a minha filha consciente de que seria a última vez.  Me esforcei para memorizar cada detalhe daquela cena.  Fiz uma fotografia mental e me senti orgulhosa por ter conseguido ir tão longe.  Foram 23 meses.  Que felicidade!
Imagino que terei um grande desafio nos próximos dias, afinal são quase dois anos de uma rotina inalterada e a Fernanda vai reclamar muito até se adaptar.  Esse, inclusive, dizem as mães mais experientes, é o grande viés da amamentação prolongada: geralmente, quanto mais o tempo passa, mais difícil é o desmame. Pode ser que sim.

Voltarei para contar como foi aqui em casa.

Por hora fica o registro da emoção e do orgulho de ter aproveitado ao máximo essa fase da maternidade e da gratidão ao meu Deus pela oportunidade de vivenciar inúmeros momentos de felicidade extrema que a amamentação de um filho gera.

Sou mãe. Sou feliz. Amamentei.

 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Readaptação

Uma tosse que surgiu "despretenciosa" em pleno domingo de carnaval em Fernanda evoluiu rapidamente para um quadro de bronquiolite.  Peito chiando, cansaço, acessos ruidosos de tosse e foi necessário entrar com medicamentos para controlar a crise.  Por essa eu não esperava.  Pelo menos não tão logo.
O estado de saúde pedia repouso e, seguindo orientação médica, não a levamos à escolinha por uma semana.  Hoje, com claros sinais de melhora, fizemos o seu regresso à escola e, pasmem, muito choro rolou.
Tudo que eu lamentei pelos outros pais na 1ª semana estava acontecendo comigo.  Choros, gritos desesperados de "mamãe", bracinhos frágeis agarrados à pescoços maternos/paternos.  Não, não pode ser!!! Essa não é a mesma Fernanda! Aquela que vibrava quando entrava na rua da escola, que ia tranquilamente para os braços da tia Vanessa, que recebeu vários elogios pelo comportamento exemplar.  Mas era. O pior que era.
Eita sofrimento grande.  Cruzei o portão de entrada com o coração em mil pedaços.  É chegada a hora do processo de readaptação.  Após esse período afastada do ambiente escolar, ela já não reconhecia aquele lugar como sendo "legal" o suficiente para substituir o dengo dos papais no aconchego do lar.  Aqueles brinquedos também já não eram mais uma novidade.  Será preciso um pouco mais de tempo para ela curtir novamente a sua escolinha. É muito comum ocorrer problemas desse tipo após as férias escolares.  No caso da Fernanda a semana ausente à fez regredir no processo inicial de adaptação.
A professora disse que ficassemos tranquilos que era muito comum acontecer aquilo.  A nós, papais, só resta administrar a situação, conversar bastante, controlar as emoções e demonstrar confiança para que ela se sinta novamente à vontade.  Que Deus nos guie!
 
 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

E agora, José?

Mãe é um bicho esquisito mesmo.  O tempo passa, a gente amadurece, fica mais segura e experiente, mas, de repente, se vê sem saber o que fazer diante de alguma situação.
Ontem, 14/02/2013, lá estava eu com o desejado "vale-tarde" nas mãos (folga do trabalho, Fernanda na escola, secretária em casa e marido disponível) e... Oba? Que nada!  Me bateu uma angústia, um vazio.  Parecia que eu tinha uma viiiiiida inteira pela frente sem "nada" para fazer. Uma sensação tão estranha e dolorosa. Eu me perguntava repetidamente: "e agora, José? eu vou fazer o quê?". Não tinha médico nem dentista marcado, não estava precisando ir ao banco ou supermercado, não dava para visitar ninguém em plena tarde de quinta-feira, não tinha concentração para estudar... Aff! Que dilema!
Entendi direitinho a seguinte frase: "minha vida não tem sentido sem você".  O(s) filho(s) preenche(m) nossas vidas de tal maneira que quando não o(s) temos por perto ficamos assim, sem ter (ou saber?) o que fazer. 

Cheguei a conclusão que preciso, URGENTEMENTE, reaprender algumas lições básicas, que eu sabia direitinho até uns 30 meses atrás, de como aproveitar a vida, o tempo livre, a fazer algo pensando só em mim. Vivendo e (re)aprendendo sempre.

Enquanto isso, depois de muita "reflexão", resolvi ir comprar fraldas.  Acho que foi uma boa alternativa. 

PS.:  Esse também foi o primeiro dia que a Fernanda ficou sozinha na escolinha das 13:15 h às 17:15 h.  Sucesso total!  A tia Vanessa disse que ela ficou super bem, não chorou em momento algum, lanchou bem, e que seria ótimo se todos os novatos tivessem a mesma facilidade de adaptação. \0/. Parabéns, filha! Você nos enche de orgulho!


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

1° dia de aula! Minha bebê cresceu!

O grande dia chegou!  Tive muito receio de que a expressão popular “coração saindo pela boca” pudesse se concretizar realmente, pois essa era a minha sensação desde que abri os olhos na manhã do dia 05/02/2013.  Revivi o meu retorno ao trabalho em outubro de 2011, depois dos 7 meses de licença maternidade.  Que angustia imensurável.
Naquela ocasião eu estava deixando a minha bebezinha linda, indefesa e dependente aos cuidados de outra pessoa pela primeira vez nas nossas vidas, mas ainda em nosso lar. Agora a história é outra.  Vou deixar minha menininha linda, voluntariosa e (in) dependente, na escolinha, fora do aconchego da nossa casa, com várias outras criancinhas sob os cuidados de “tias” ainda desconhecidas... Será que o meu coração vai aguentar?  Será que a pequena vai gostar ou vai chorar até ficar roxa? Só o tempo para dizer.
Havia várias semanas que conversávamos sobre essa nova fase e acho que ela já tinha absorvido bem a ideia de que iria ficar um período do dia fora de casa, que teria uma tia nova na escolinha e um monte de amiguinhos.  Chegado o dia, busquei dentro de mim toda a segurança de que estava fazendo a coisa certa, me revesti dela e demonstrei à nossa filha todo o meu contentamento por ela está dando mais um passo rumo ao “mundão de meu Deus” que a espera lá fora.  E não deu outra, animação geral da mais nova estudante do pedaço.  Alguém duvida?







Vamos aos detalhes sórdidos....
13h desembarcam papai, mamãe e filhota em frente à escolinha e adentramos no recinto escolar.  Eu sem saber muito bem como me comportar, o que falar, para onde ir, por onde começar, afinal eu também era estreante.  Tentei relembrar os meus primeiros dias de aula quando criança e recordei que a primeira coisa à fazer era localizar a sala de aula e lá fomos nós. 
1ª impressão: é uma escola ou um hospício?  Crianças correndo e gritando para todos os lados, choros desconsolados pátio à fora, bolos de crianças descendo dos escorregas, escalada de brinquedos.. Aff.  Tudo, claro, monitorado por um batalhão de "tias" vestindo azul, mas a sensação era de um frenesi geral. 
Localizamos a sala, fizemos uma breve ambientação pois, a essa altura, Fernanda estava desesperada querendo a todo custo se meter no meio das outras crianças e brincar no "paquinho".  Lá fomos nós.  Deixamos que ela ficasse à vontade e brincasse bastante até que os outros coleguinhas de turma chegassem.  Tirá-la do tal do parquinho foi uma tarefa árdua que coube à mim.  Não teve argumento que evitasse a crise de birra, com direito a choro, grito e etc.
Fiquei todo o tempo dentro da sala com ela, mas logo percebi que a adaptação não seria difícil.  Ela só me procurava para conferir se eu continuava lá, mas se envolveu facilmente com as atividades, o que me deixou muito feliz e tranquila, sinal de que ela não está sofrendo.
O lanche não foi tão ruim, mas também não me contentou completamente.  Além do brinde (pipoca com algodão doce que ela devorou rapidinho) teve pão bisnaguinha com requeijão e suco de acerola.  O pão comeu quase todo, mas o suco tomou menos da metade.
 
A minha 1ª turminha...
Éramos 9 crianças, 7 meninas e 2 meninos, tinha um par de gêmeas idênticas que choraram a tarde inteira, alguns coleguinhas mais velhos e outros quase da minha idade.  Acho que vou ser feliz aqui!
 
É certo que ainda temos algumas etapas da adaptação a serem superadas, mas acho que nos saimos muito bem nesse primeiro dia e que venham os próximos. 
 
Desejamos toda sorte de bençãos para a Fernanda no início dessa imensa jornada de estudos que perdurará por anos à fio e, se Deus quiser, proporcionará muito sucesso na sua vida adulta.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

1° corte de cabelo :)

Aconteceu em 02/02/2013.
 
Eu estava assim...

 
 
E fiquei assim...
 
Gostaram?  Perceberam a diferença, não é? rs... Beijos!