quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mudança nos planos: escolinha já em Janeiro/2013

Depois de refletir um pouco sobre a iniciação escolar da Fernanda, cheguei a conclusão de que não seria bacana para ela entrar na escolinha só no segundo semestre, com seus dois aninhos bem completados, como sempre pensei.  O que mais pesou nessa decisão foi a questão da adaptação que, sem dúvida alguma, seria mais complicada pois ela entraria em uma turma em andamento, já entrosada e, provavelmente, a pequena se sentiria ainda mais um "peixinho fora d'água", o que é absolutamente normal.
Decisão tomada, hora de começar a via crucis em busca da escolinha perfeita.  Já posso adiantar que não encontrei simplesmente porque, agora eu sei, ela não existe.  Da mais simples à mais cara, sempre tem alguma coisa que não é como a gente sempre sonhou.  Desejei ter o poder de criar um "frankenstein".  Na verdade, uma "escola frankenstein".  Queria aquela diretora apaixonada da escolinha simples do bairro; queria a estrutura da sala de aula daquela escola que não foi escolhida por não ter nenhum espaço ao ar livre; queria a orientadora pedagógica daquela escolinha preterida por não caber no bolso dos papais; queria a horta daquela que fica muito longe de casa; queria o playground da outra que vende refrigerantes em sua cantina; queria a biblioteca da outra que não tem uma grade de segurança realmente segura em torno da sua piscina, e por aí vai.
Eu, apesar de ansiosa pela importante decisão que estava prestes a tomar, estava maravilhada com o universo escolar infantil.  Tenho que confessar que me emocionei em diversas ocasiões.  Em uma dela ao presenciar um ensaio da apresentação dos pequeninos para a festa de encerramento da escola.  Meu Deus, que coisa mais fofa.  Já fiquei me imaginando, próximo ano, na primeira fila, assistindo a minha filhota mostrando seus dotes artísticos, ou até a falta deles, e eu achando tudo lindo, perfeito e, claro, em lágrimas.  Não vejo a hora!
 
Mas, retomando, por fim tivemos que optar pela instituição que reuniu mais itens que considerávamos importantes.  Optamos pela Arte de Crescer Berçario e Educação Infantil.  Fomos bem recebidos em todas as 3 vezes que lá estivemos, tem uma mangueira enorme fazendo sombra em um dos pátios, equipe de acompanhamento multidisciplinar, aula de música, não é muito grande nem muito pequena, perto de casa, especializada em educação infantil e o preço mediano.  A sorte está lançada.  Espero que esse espaço venha a representar na vida da nossa filha muitos momentos felizes e prazerosos. Nós, claro, estaremos acompanhando bem de perto, já com o coração apertadinho em pensar que o tempo não para e nossa filha está cada dia mais descobrindo que existe um mundo além do nosso lar, que poderá amar outros além de nós e que há vida longe do papai e da mamãe, apesar de sermos o seu porto seguro.  Como disse Dalai Lama, "Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar."
 
Então é isso.  Matrícula feita, uniforme comprado e lista de material escolar em mãos.  Vamos às compras!
 
 

sábado, 3 de novembro de 2012

1ª grande viagem de carro

Férias! Até a palavra é gostosa de falar! 16 dias de "relax" para a mamãe.  A programação demorou a ser fechada porque a pequena Fernanda pegou uma gripe D-A-Q-U-E-L-A-S, com direito à febre, muito catarro e, pela primeira vez, teve que tomar 10 dias de antibiótico.  Os "destinos candidatos" eram: Bom Jesus/PI (visitar a sogra); Santarém/PA (conhecer Alter do chão) e Recife/PE (visitar amigos e conhecer Porto de Galinhas).  Acabamos optando pelo Piauí e isso significa mais ou menos 1.700 km de estrada, dois dias de viagem de carro e a pergunta que não queria calar: como Fernanda vai se comportar tanto tempo dentro de um veículo?  O percurso mais longo que ela tinha feito depois de crescidinha, foi 285 km (Mossoró-Natal) que dava para administrar tranquilamente.  E como será agora, com esse temperamento explosivo? A resposta vem aí!

Primeiramente nos munimos de um arsenal de artigos para entretenimento, com destaque para um aparelho de DVD portátil, que foi uma escolha fantástica, e alguns DVD's inéditos para acalmar a ferinha nas horas mais difíceis.  Estava apreensiva, mas a viagem até que foi boa, apesar de muito cansativa.  Essas situações muito diferentes da nossa rotina são boas para aumentar a intimidade e conhecermos os nossos (mãe, pai e filha) limites. A cadeirinha, claro, foi usada durante toda a viagem.  Ponto para os papais!



Passamos por Petrolina/PE, onde ficamos 2 dias para visitar parentes e amigos e descansar um pouco.  A estadia foi ótima.  Malas refeitas e pé na estrada!  Essa segunda metade foi mais desgastante porque não queríamos pernoitar em outra cidade, então chegamos ao destino final por volta de meia noite.  Cansaço puro.  Fernanda se estressou um pouco, mas o peito salvou a pátria.  Mamou e acabou adormecendo até chegarmos na casa da vovó.


Na casa da vovó foi só alegria!  Tirando o calor que estava de matar, foi tudo ótimo.  Depois de 7 meses de distância, a Fernanda estava meio esquisita com a vovó,  mas depois de alguns dias já estava super a vontade e foi lindo vê-la correndo de um lado para o outro chamando pela "doli" (cachorra da casa); "vovó Isa"; "teus" (Mateus, seu priminho); "quel" (tia Raquel) e "tales" (Charles, seu outro primo).  Não fizemos muitos programas, até porque o mais importante da viagem era rever os entes queridos.  Então ficamos a maior parte dos dias em casa e o evento mais importante foi o niver de 1 aninho do Mateus que a Fernanda curtiu bastante.





Diferentemente do que eu imaginava, o número de horas dentro do carro não foi o principal "vilão" dessa história toda.  O que mais nos desgastou foi a questão da alimentação.  Para começo de conversa a Fernanda vinha de um período de convalescência que tinha afetado o seu já pequeno apetite, então junte-se a isso a mudança de ares, as novidades, as pessoas estranhas, a falta do cadeirão e seu "mal comportamento" quando está junto dos papais, não deu outra:  a criança quase não comia :(.  Tive que me controlar bastante para não entrar em desespero, tentava minimizar, ignorar, mas o coração estava super apertado.  Definitivamente eu não sei lidar com essa situação.  Até quando será que ainda vou sofrer com isso?  Mas de alguma coisa tudo isso valeu.  Cheguei a conclusão que de preciso iniciar o desmame da Fernanda. Não que eu ache que a amamentação prolongada seja a responsável pela sua inapetência, mas acredito que esteja dificultando para a ela a descoberta de novos prazeres alimentares.  Mas isso é assunto para um novo e exclusivo post.  Até lá.