quinta-feira, 28 de março de 2013

1 mês depois do desmame

Ninguém disse que seria fácil, mas agora posso dar o meu testemunho e, para adiantar, revelo a "chave do negócio": PERSISTÊNCIA. 
Claro que é preciso que os pais estejam bastante seguros de que é a "hora certa" para o desmame ser bem sucedido.  E isso nós estavámos.  Se tiver qualquer sombra de dúvida, a recaída será inevitável. 1 ponto para nós.  Mas, ainda assim, é muito difícil "segurar a onda" nos primeiros dias. 
E que primeiros dias! Ou melhor, "que primeiras noites"!  Foi muito choro. Horas à fio. Usei todo o conhecimento adquirido nas leituras sobre o assunto, mas aquele chororô parecia que não teria fim.  O discurso foi o que já estava utilizando antes: "filha, o leite secou".  O que mudou foi a resposta: "secou não, mamãe! Quer peito!".
Precisava adaptar a rotina urgentemente.  Durante todas as primeiras noites buscava desesperadamente, e sem sucesso, por algo que pudesse fazê-la feliz ao ponto de esquecer do seio e és que, de repente, achei.  Achei o Lino!  Lino é o personagem de um livro infantil que ela se envolveu rapidamente.  Tinham vários outros livros, histórias e personagens, mas foi por Lino que ela se engraçou. Santo Lino! Passadas 5 noites as coisas começaram a se acomodar melhor.  A leitura foi a nossa tábua de salvação.
Agora nossa rotina noturna é: banho, pijama, leitura, "dadau" (leitinho com nescau) às vezes e dormir quando o soninho chega.  Tudo embalado pelas canções preferidas da pequena, interpretadas pela mamãe, até adormecer completamente no seu bercinho.  Tiveram noites que a rotina fugiu um pouco, a rede teve que entrar em ação, mas percebia que estava no caminho certo. 
30 dias depois do início do processo, apesar de ainda estar produzindo leite, posso dizer, seguramente, que a Fernanda está desmamada.  Ela já não pedi para mamar e posso carregá-la no colo sem temer em ter o seio exposto em praça pública.

Como eu previa, não houve grandes mudanças nos hábitos alimentares da Fernanda.  Ela não passou a comer muito mais e melhor ou a aceitar o leite de vaca com mais facilidade por não estar mamando.  Ou seja, não era a amamentação que a fazia ser assim, seletiva, inapetente.  Portanto, fica a dica, não deixem de amamentar seus filhos o máximo de tempo possível por pensarem que isso dificultará a aceitação de novos alimentos.  Cada criança é de um jeito.  Eu fui premiada com uma de pouco apetite, mas essa pode não ser a sua "sorte", e assim caminha a humanidade.
 
 
 

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