Depois de uma parada técnica, estamos retornando para contar como foi a primeira semana de vida da nossa pequena, porém enormemente amada, filha. Para começo de conversa, nem percebi os dias passarem. Parece até que eles se emendaram e eu nunca saí do dia 29/03/2011, mas vamos lá à recapitulação.
A noite que antecedeu o dia 29/03:
Como era de se esperar, a ansiedade acabou tomando conta do pedaço. Revisar as malas da maternidade, datar as lembrancinhas, agendar pagamentos, carregar baterias e esperar o dia amanhecer, porque dormir que é bom, os papais não conseguiram. A mamãe, particularmente, não queria perder nenhum movimento da filhota dentro da barriga, afinal, aquelas eram as últimas horas de grávida.
O dia do parto:
O despertador soou às 4:45h mas eu, obviamente, já estava acordada desde 3h. O parto foi agendado para às 7h, mas deveríamos chegar com 1 hora de antecedência para a internação. Chegamos no hospital por volta das 6:15h e aquele friozinho na barriga não passava. Entramos, eu e minha irmã, para o centro cirurgico por volta das 7:20h deixando um pai e uma vó bastante emocionados para trás.
O parto e o primeiro contato:
O parto foi tranquilo e às 8h o primeiro chorinho da Fernanda ecoou. As emoções se confundem e é, realmente, difícil descrever o turbilhão de sentimentos que invade o nosso peito quando vemos o objeto de 9 meses de espera, de repente, se materializar num rostinho que por muitas vezes imaginamos como seria e talvez só uma frase resuma tudo: "nunca te vi, sempre te amei".
O dia 1 da vida da Fernanda; 1° dia de mãe:
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| Eis que nasce uma família. |
O dia da nossa estréia até poderia se chamar exaustão. Quanta alegria e quanto cansaço. A Fernanda, praticamente, só dormiu e a mamãe estava se sentindo uma zumbi. Apesar de ter nascido um pouco pequenininha, a nossa princesa não precisou de cuidados especiais, o que me deixou bastante aliviada, claro. Mas como explicar que alguém que não sabe nada sobre a maternidade, de repente, acredite que pode fazer tudo melhor que qualquer mãe? Deve ser isso que chamam de instinto materno.
A amamentação:
Estava preparada, psicologicamente, para dias muito difíceis com o início da amamentação, e decidida a sair vencedora da batalha: iria suportar a dor e amamentar minha filha. Felizmente o momento não foi traumático. As primeiras mamadas são, de fato, doloridas, mas no meu caso, nada insuportável e no terceiro dia após o parto, o leite já descia com grande facilidade para a alegria dos papais.
A recuperação pós-parto:
Essa parte é complicada. A cirurgia nos deixa debilitada e eu me pergunto como ter repouso com um serzinho tão indefeso e dependente dos nossos cuidados e dos nossos seios? Impossível. Tenho procurado me poupar ao máximo, principalmente agora que tenho sentido dores e uma pequena área da cirurgia não está cicatrizada como o restante do corte. O 1° dia em casa:
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| Com 1 semana |
Estava rezando para sair logo do hospital. Apesar da vantagem de ter alguém controlando os horários dos seus remédios, trocando curativo, etc., o clima do hospital não é legal, pressupõe doença. Fiquei feliz com a alta na quinta-feira; hora de assumir o controle. Achei moleza.
A 2ª noite em casa:
Fernanda acordou de 1 em 1 hora. Foi dureza. Os papais amanheceram acabados!
O coto umbilical:
No 5° dia de vida o coto da Fernanda caiu, graças a Deus. Como é esquisito aquele "pregador" pendurado na barriguinha do bebê!
7° e 8° dia de vida:
Dias marcantes. Teve o exame do pezinho, primeiras vacinas (BCG e contra hepatite) e apenas duas mamadas durante a madrugada. Comemoração geral.
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| Essa é a personifinicação do nosso amor. |
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| Papais babando... |
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| Vovó babando... |
Bem, não quero dourar a pílula, a maternidade é algo esplêndido, nos faz conhecer sentimentos nunca antes experimentados, mas exige muita paciência dos papais. Nós estamos bastante cansados, mas cada dia mais encantados com a nossa filhota. Ficamos minutos e mais minutos só olhando, contemplando... Parecemos até bobos. Enfim, tudo está valendo muito a pena. A Fernanda é um presente de Deus em nossas vidas e vai nos trazer muitas e muitas alegrias.
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| Tem como não se apaixonar? Não, né?! |